A passagem de ônibus em Juiz de Fora pode voltar ao seu valor antigo de R$1, 55, isso tudo depois da revelação de vídeos onde o ex-prefeito da cidade Alberto Bejani recebe propina para aumentar o valor cobrado.
O Ministério Público da comarca local, por meio da Promotoria de Urbanismo, entrou com uma ação cautelar incidental pedindo a suspensão imediata do valor cobrado desde janeiro do ano passado. Na época o prefeito autorizou o reajuste de 12,9% na tarifa, que passou de R$ 1,55 para R$ 1,75.
O promotor Júlio César da Silva já havia entrado com uma ação civil pública na Vara de Fazenda Pública Municipal pedindo a anulação do contrato das oito empresas de transporte coletivo que funcionam na cidade. Segundo o promotor o objetivo do processo é a suspensão da prestação de serviço dessas empresas, com isso seriam abertas licitações para que novas empresas possam se integrar ao transporte público da cidade.
Além disso, as oito empresas que atuam na cidade deverão entregar ao Ministério Público as planilhas contendo os gastos dos últimos 12 anos, para comprovar que os aumentos realizados foram, de fato, necessários.
Diante da segunda prisão de Bejani e de seu suposto envolvimento com um esquema de pagamento de propina por empresas de ônibus, o promotor ingressou com uma ação solicitando a redução do preço da passagem.
Júlio César alega que o reajuste ocorrido em 2007 foi injusto, já que, de acordo com as provas e os vídeos divulgados pela Polícia Federal.
Caso o juiz decida pela redução da tarifa, o novo valor pode começar a valer até 48 horas após a sentença. Ainda segundo o promotor Júlio César da Silva “esse reajuste foi desnecessário, ilegal e injusto, porque só serviu para uma coisa: enriquecer o prefeito e as empresas de ônibus às custas do sacrifício da população”.
Marciléia Rosa