A Polícia Federal voltou a prender o prefeito Alberto Bejani nesta ultima semana depois de terem surgidos novas acusações sobre ele. Desta vez foi exibido um vídeo com data de dezembro de 2005, mostrando Bejani recebendo dinheiro em troca do compromisso de aumentar a tarifa de ônibus.
Ele ainda é acusado de forjar documentos para comprovar a origem do dinheiro encontrado em sua residência.
As imagens mostra o prefeito Alberto Bejani em negociação com o empresário Francisco de Carvalho Carapinha (Bolão), dono de uma das empresas de ônibus que atuam na cidade. As negociações eram para aumentar o preço da passagem em R$0,25 centavos, passando de R$1,30 para R$1,55, preço que acabou sempre implantado na cidade. Nas gravações o prefeito afirma que vai aumentar a passagem, mas também faz questão de lembrar do lucro que vai receber: “Eu vou dar a tarifa, eu vou dar”, garante o prefeito, que exige que todo o lucro referente ao primeiro mês do novo reajuste fosse integralmente repassado para ele.
Origem das imagens
De acordo com a revista “Época”, as gravações foram feitas pelo empresário Francisco de Carvalho Carapinha mas conhecido como Bolão, que escondeu uma câmera numa de suas salas. Ainda não se sabe como, mas Bejani teve conhecimento da existência de oito DVDs com as imagens das negociações e os teria confiscado. Quando a Polícia Federal fez uma batida na prefeitura, apreendeu todo o material guardado num pequeno armário no 9º andar.
A prisão do prefeito foi dada como preventiva, no entanto segundo a Polícia Federal, Bejani não deve ser liberado antes da conclusão do inquérito que leva aproximadamente 60 dias. Além do prefeito, ainda foram presos os empresários Francisco de Carvalho Carapinha (Bolão), Francisco Carapinha e Wanderson Carapinha suspeitos de formação de quadrilha e negociação de vantagens para beneficiar empresas de transporte público coletivo de Juiz de Fora. Enilson Loçasso Cardoso, que é cunhado de Bejani, também foi preso por suposto envolvimento no esquema. Todos foram levados para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.
Marciléia Rosa